19/01/2010

Mercado da engenharia em ascensão na Paraíba


Hoje com a retomada do crescimento do país e o mercado cada vez mais aquecido, aumenta a procura pelos cursos de engenharia na Paraíba. Setores como a de construção civil, telecomunicações, metalurgia, siderurgia, petroquímicas dentre outras são as que mais padecem com a falta desses profissionais.

Na UFPB, segundo Paulo Henrique de Miranda Montenegro, Coordenador do curso de engenharia mecânica, são aproximadamente 200 profissionais na área de engenharia que se formam durante o ano em todas as áreas: Engenharia de produção, elétrica, materiais, química, civil e mecânica, ambiental, industrial e produção mecânica. Desses formados, são absorvido pelo o mercado todo ano de 60% a 70% dos profissionais que saem da faculdade.

Esta demanda acompanha o crescimento do país. Segundo um estudo desenvolvido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), o Brasil tem atualmente seis engenheiros para cada grupo de 100.000 pessoas, quando, para dar contas das vagas oferecidas no mercado, eles deveriam ser pelos menos 25 por 100.000 habitantes.

"É um mercado que depende muito do andamento da economia, e a nossa economia tá crescendo. E todas as áreas de engenharia está exigindo uma demanda maior de profissionais. No Brasil está começando a faltar engenheiro", revelou Paulo Henrique de Miranda Montenegro, Coordenador do curso de engenharia mecânica da UFPB.

Erguido depois da violenta crise que atingiu a economia mundial, o Brasil busca se destacar estimulado pelos promissores aumento na faixa de investimentos no setorde infraestrutura com o apoio das obras do Programa de Aceleração do cresicmento, (PAC), as construções e reformas de estádios de futebol para sediar a Copa do Mundo em 2014, o projeto das olimpíadas em 2016, a exploração do petróleo da camada do pré-sal, construções de novas indústrias e redes de hotéis são valiosos indicativos de oportunidade nas áreas da engenharia em todo o país.

"O momento é excelente, o país passa por uma fase de crescimento e quando isso acontece, a área de engenharia é o primeiro setor que começa a crescer. O país atravessou uma crise, e está retomando o seu crescimento, e especificamente, o governo tem dado grande apoio as atividades geradoras de emprego. A ocasião é muito favorável", comenta o vice diretor do Centro de Tecnologia da Universidade Federal da Paraíba, Antônio de Mello Vilar.

A realidade do emprego na área é concreta, não resta dúvidas, e é um grande incentivo para aumentar a vontade e o interesse dos jovens brasileiros pelas áreas de engenharia. Existe ainda, outro fator bem mais convidativo. Com a real falta de profissionais, as empresas estão aumentando o salário dos engenheiros. Segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), em 2007, a remuneração inicial média triplicou, de R$ 1 500 para os R$ 4 500.

De acordo com Paulo Henrique, há vagas, mas é necessário que haja profissionais qualificados. Se existe uma profissão que investe em especialização, a engenharia é uma delas. Avanço das pesquisas em engenharia genética, biologia molecular, química medicinal, novos cursos como engenharia aeronáutica, de agrimensura, cartográfica, sanitária, têxtil, na área de ciências agrárias, encontram-se, também, as engenharias ambiental, hídrica e florestal têm levado engenheiros de volta à sala de aula para se aperfeiçoar. "Quanto mais qualificações nós tivermos, mais chances teremos no mercado. A mão de obra especializada é importante para garantir uma vaga no mercado que se mostra cada vez mais competitivo", disse.

Breve panorama na PB

A procura por vagas nos cursos de engenharia civil na UFPB, aumentou de 5,7 candidatos por vagas para 9,1.

O curso de Edificações, no Campus João Pessoa, na modalidade do Ensino Técnico Integrado ao Médio, é o mais concorrido com 20,71 candidatos por vaga.

O curso de controle de Ambiental, também do IFPB, teve uma procura de 20,5 interessados por vagas.

O curso de Insperção Predial, que é uma parceria entre o Ministério dos esportes e o Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia Nacional, em estádios de futebol, que foi realizado em novembro do ano passado teve 22 participantes que estão habilitados para vistoriar os estádio na Paraíba

Ascom/Crea-PB
Fonte: Jornal O NOrte - Edição 18.01.2010




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